Turnê Penny Rimbaud

Penny, um dos formadores da banda inglesa Crass nos anos 70, então baterista e autor de muitos de seus escritos, letras e panfletos, esteve durante grande parte de sua vida envolvido em projetos e iniciativas contraculturais, artísticas e libertárias, e ainda hoje, aos 74 anos, segue escrevendo, criando, e conspirando novos projetos – que em sua maioria brotam da casa-comunidade Dial House, onde vive desde o final dos anos 60, em meio a um enorme jardim onde plantam parte do que comem e fazem germinar novas idéias e propostas de vida. Foi ali nesse terreno em Essex, Inglaterra, que, ainda no final dos anos 60, decidiu tirar todas as trancas e fechaduras da casa, para criar uma casa aberta a todo tipo de iniciativa subversiva e contracultural… E as pessoas começaram a chegar. Dali muita coisa surgiu, antes, durante e depois do Crass – talvez um dos projetos mais conhecidos nesta história.

Foram dez dias, com três conversas com Penny durante o No Gods No Masters Fest na Semente Negra, em Itanhaém/SP, uma em São Paulo/SP no SESC Consolação, uma em Divinópolis/MG no Movimento Unificado Negro de Divinópolis organizado pelo Coletivo Pulso, e uma em Belo Horizonte/MG no Cine Santa Tereza, organizado pelo Coletivo Metalpunk Overkill junto a uma linda feira de materiais anarquistas, livros, discos, zines, rango vegano e produtos artesanais de iniciativas autônomas. Durante as atividades também rolou exposição fotográfica com imagens atuais da Dial House, colagens de Gee Vaucher, exibição simultânea de uma vídeo-arte de Penny, e lançamento do livro.

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