Nem deuses Nem mestres – Este zine é o segundo volume do livro “Cultive Resistência – fazendo por nós mesmxs”. O livro “Cultive Resistência – fazendo por nós mesmxs” será formado por nove zines, com diferentes temas, onde as pessoas estarão se esforçando para tomar de volta o controle de suas vidas – de vida sustentável, tomada de decisão, saúde, educação, alimentação, ativismo, espaços livres, mídia e ação direta.
Este volume é sobre a forma como nos relacionamos uns com os outrxs e como nós nos organizamos em sociedade.
Estamos todxs, em certa medida, controladxs por outras pessoas que não entendem ou não se preocupam com o que quereremos e com o que necessitamos – gerentes, proprietárixs, credores, polícia, tribunais, políticos. E todxs nós exercemos poder sobre os outrxs, em diferentes graus – em casa, na escola ou no trabalho.
Como vamos quebrar este sistema de controle, onde todxs nós, de bom ou mau grado, exercemos poder sobre os outrxs, forçando-os em ações que eles prefeririam não fazer?
Como vamos quebrar este sistema de controle, onde todxs nós, de bom ou mau grado, exercemos poder sobre os outrxs, forçando-os em ações que eles prefeririam não fazer?
Uma solução é contestar e oferecer alternativas às regras, lideres e hierarquias que estão em grande parte em nossa vida quotidiana e na maneira que moldam nossa função na sociedade. Temos que desenvolver um entendimento diferente do poder – onde as pessoas possam trabalhar uma com as outras, em vez de tentar comandar e controlar. Temos que procurar maneiras de se relacionar um com o outrx sem hierarquia e lideres. Estas ideias estão longe de serem novas e este volume é uma parte de uma viagem em um mundo diferente, onde as pessoas sempre estarão procurando controle em suas próprias vidas, esforçados pela auto-determinação, a fim de livra-los de seus governantes e dirigentes. $ 8,00
Para comprar clique aqui. Para Saber mais sobre o livro, clique aqui.
Este vídeo retrata um pouco das intensas atividades e sentimentos do projeto Vivência na Aldeia vivenciados nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2013.
Permacultura, sensibilização ambiental, recreação ecológica tradições indígenas faça você mesmo e muitas outras coisas aconteceram nestes dias e nos dias que antecederam a Vivencia na Aldeia. Mais informações no site: http://vivencianaaldeia.org
A segunda tiragem de uma de nossas ultimas publicaçõesZênite – escritos para acabaragora pode ser encontrada também nas listas da loja virtual da Ugra Press e onde você encontrar seu pessoal montando as banquinhas.
E aproveitamos para lembrar e convidar a todxs para o Ugra Zine Fest que ocorrerá nesse fim de semana, dias 6 e 7 de abril no Centro Cultural São Paulo, junto à estação Vergueiro do metrô. Serão dois dias de feira, exposições, debates, oficinas, vídeos e música. Tudo voltado para ou feito por quem está inserido na produção de publicações independente no Brasil e fora dele. Para nós do Cultive Resistência será um prazer poder participar não apenas com nossos materiais e recentes lançamentos mas também com outros projetos paralelos do membros do coletivo, como a banda Tuna e a distro No Gods No Masters.
E a entrada é GRÁTIS!
Para saber mais do evento, programação e como participar, acesse:
No dia 25 de abril estaremos no Centro Cultural da Juventude (SP) na mostra de documentários sobre o movimento punk com o filme “Todo Fim é um Começo”, que tem como referência o fechamento do Espaço Impróprio, local que foi ponto de encontro autônomo ao longo de oito anos, em São Paulo. Após o vídeo haverá um debate sobre Espaços Autônomos com Marina Knup uma das realizadoras do 1º Festival Internacional de Filmes Punks e Anarquistas e com Cultive Resistência que conta com ex-integrantes do Espaço Impróprio.
“Todo Fim É Um Começo”, documentário produzido pela Anarco.Filmes em conjunto com o Coletivo Cultive Resistência! 1 hora e 8 minutos com dezenas de entrevistas com companheirxs de diversas partes que falam sobre suas experiências e visões a respeito dos espaços autônomos e libertários, sua importância e as problemáticas que envolvem a gestão deles, tudo isso no contexto de um evento de três dias de encerramento do Espaço Impróprio.
Jesus Sepulveda e John Zerzan estarão presentes na Universidade Federal da Paraíba em João pessoa nos dias 25 a 27 de março. Para saber mais sobre o evento entre aqui.
Estávamos super ansiosxs com a chegada desses dois dias na Aldeia Tabaçu Rekoypy. Os meses que antecederam o curso foram inspiradores mas cansativos e um teste de resistência, pois tínhamos muitas coisas para organizar fora e estruturar dentro da Aldeia. Ficamos doentes, cansadxs, machucamos os pés, cirurgia nos dentes, mas a vontade era tanta que continuávamos a construir as estruturas, saídas para a mata, compras, viagens para São Paulo, correria embaixo de muito sol e de muita, realmente muita chuva. E quando não estávamos na aldeia tínhamos muito trabalho no computador e na internet.
Na sexta, um dia antes do curso, enquanto arrumávamos os últimos detalhes e aguardávamos a chegada dxs participantes, tivemos que enfrentar a preocupação com o deslizamento na Rodovia dos Imigrantes, onde muitas pessoas acabaram não vindo para o curso com medo das fortes chuvas. Muitos dxs participantes demoraram entre 4 e 12 horas para chegar em Itanhaém/Peruíbe, em razão do trânsito na descida da serra. Estávamos com aquele frio na barriga e com muito medo da chuva estragar o final de semana, mas após algumas chuvinhas durante a manhã do sábado, o céu foi abrindo e fomos presenteados com um céu azul, um belo dia , pôr do sol e um clima mágico.
Com a chegada na Aldeia, as pessoas foram deixando o estresse da cidade e da viagem de lado e conseguimos vivenciar dois dias emocionantes e inspiradores. Foram muitas atividades, confraternizações, trocas, vontades, encantamentos, amizades, banhos na lagoa, comidas vegana, inspirações, risadas e lágrimas de felicidades.
Começamos o dia do sábado com um bom café da manhã e partimos para o ritual de pintura com os indígenas para a inserção dos participantes na Aldeia e para se harmonizarem com o ambiente natural. Depois fomos para a introdução à Permacultura, um pouco de teoria de algumas técnicas de bioconstrução e após o super almoço iniciamos as práticas.
Passamos os dois dias usando duas técnicas de bioconstrução (pau-a-pique e superadobe). Fomos buscar matéria prima na mata com os indígenas para fazer o gradeamento e barrear as paredes para terminar e iniciar duas casas na Aldeia. Mesclando com as atividades de permacultura, tivemos recreações ecológicas com atividades lúdicas de sensibilização ambiental, onde os participantes, além de se tornarem novos educadores ambientais, também conseguiam se envolver e se conhecer melhor, descobrindo afinidades e fortalecendo as amizades.
Além dessas atividades, ao final, os indígenas fizeram uma apresentação com encenação teatral de lenda indígena e rodas de canto e dança, dentro da Aldeia Tradicional fortalecendo seus rituais, resgatando a cultura e tradições. Um cenário maravilhoso que deixou todos participantes mais inspirados e emocionados com os sentimentos e lutas da Aldeia Tabaçu Rekoypy.
Queremos agradecer a todxs que estiveram com a gente neste final de semana. Pessoas que conseguiram trocar, viver em harmonia com a natureza e com todxs presentes, assim, conseguindo inspiração e força para levar tudo isso pra sua comunidade, pra sua cidade, para seus amigos e para o mundo a fora. Foram 37 participantes presentes, organizadores e indígenas, totalizando quase 60 pessoas na Aldeia.
Já disponibilizamos as fotos no facebook. Você pode acompanhar nossas atividades aqui no site e na página do facebook.
Esperamos nos encontrar em breve.
Aldeia Tabaçu Rekoypy, Cultive Resistência, Ama Ecoturismo.
”Nós dependemos da natureza e não ela de nós, se não cuidarmos, somos nós quem morreremos!”
Um lugar onde o participante atua com carinho e respeito à individualidade, à origem e aos sonhos de cada um.
Onde o brincar, construir e interagir com natureza seja o caminho para um momento de crescimento e desenvolvimento.
Um dia inesquecível;
Um centro de convivência;
Um lugar mágico;
Um lugar para relaxar;
Um lugar que irá sensibilizar;
Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados mais amplamente na Segunda Guerra Mundial como arma química. Com o fim da guerra, o produto desenvolvido passou a ser utilizado como “defensivo agrícola”.
O primeiro veneno, o composto orgânico DDT, foi sintetizado em 1874 por Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Muller descobriu suas propriedades inseticidas. Pela descoberta e posterior aplicação do DDT no combate a insetos, Muller recebeu o prêmio Nobel de química em 1948. O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que descobriu-se que ele como todos os compostos organoclorados é cancerígeno, teratogênico e cumulativo no organismo.
No pós-guerra, os vencedores articularam uma expansão dos seus negócios a partir das indústrias que haviam se desenvolvido durante o conflito, e entre elas a indústria química. Na Europa havia fome. Foi então que surgiu a “revolução verde”, que visava promover a agricultura, gerando comida para os famintos do mundo.
A “revolução verde” chegou ao Brasil em meados da década de 60. Foi implantada através de imposição das indústrias de venenos e do governo brasileiro: o financiamento bancário para a compra de semente só saia se o agricultor comprasse também o adubo e o agrotóxico.
Esta política levou a uma grande contaminação ambiental, sem que a fome fosse extinta. Hoje, 1/5 das crianças não ingerem a quantidade suficiente de calorias e proteínas que necessitam. E cerca de 2 bilhões de pessoas terceira parte de humanidade sofrem de anemia. A cada ano 30 milhões de pesssoas morrem de fome no mundo e 800 milhões sofrem de subalimentação crônica.
Enquanto alguns países, principalmente da Europa, tentam reverter o duro quadro de degradação ambiental e contaminação dos alimentos, no Brasil a situação se agrava a cada ano. Em 1970, fábricas obsoletas foram transferidas para o Brasil, que está entre os 5 maiores consumidores de venenos na agricultura no mundo.
Estima-se que no ano passado foram vendidos no país cerca de US$ 2 bilhões de agrotóxicos, aproximadamente 400 mil toneladas.
A degradação do meio ambiente tem consequências a longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis. Em escala planetárias, existem mais de 2 trilhões de toneladas de resíduos industriais sólidos e cerca de 350 milhões de toneladas de detritos gerados por ano.
A utilização de agrotóxicos está comprometendo toda a humanidade e a vida na Terra. Os trabalhadores que manuseiam os venenos trabalham sem nenhuma proteção, como botas, macacões, máscaras, capacetes, luvas e outros equipamentos. Não existe orientação e falta conhecimento do que fazer com resíduos e embalagens. O governo brasileiro nunca fez valer a lei de agrotóxicos que, entre outros aspectos, proíbem a comercialização de produtos que sejam cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos.
Atualmente, o controle dos agrotóxicos deve ser feito pelo Ministério da Saúde e a questão ambiental para o Ibama. O governo quer passar tudo para o Ministério da Agricultura.
Os agrotóxicos podem ser divididos em inseticidas e herbicidas. Os inseticidas formam 3 grandes grupos, os organoclorados, os organofosforados e carbamatos e as piretrinas. Os herbicidas têm como grupos mais importantes Paraquat, clorofenoxois e dinitrofenóis.
Os organoclorados são os que mais persistem no meio ambiente, chegando a permanecer por até 30 anos. São absorvidos por via oral, respiratória e dérmica, e atingem o sistema nervoso central e periférico. Provocando câncer e por isso foram banidos de vários países.
Os organofosforados e carbamatos são inseticidas mais utilizados atualmente a também são absorvidos pelas vias oral, respiratória e dérmica. Seus efeitos são alteração do funcionamento dos músculos cérebro e glândulas.
As piretrinas são inseticidas naturais ou artificiais. São instáveis à luz e por isso não se prestam à agricultura. São usados em ambientes domésticos na forma de spray, espirais ou em tabletes que se dissolvem ao aquecimento. São substâncias alergizantes e desencadeiam crises de asma e bronquites em crianças.
O herbicida Paraquat oferece grande risco. É um herbicida que mata todos os tipos de plantas. A substância determina lesões de Rim e se concentra nos Pulmões, causando fibrose irreversível.
Nós da ALDEIA TABAÇU REKOYPY, do CULTIVE RESISTÊNCIA e da AMA ECOTURISMO convidamos você para uma troca de experiências de Permacultura, Educação Ambiental e Tradições Indígenas.
Estaremos conhecendo mais sobre a Permacultura, construindo casas de superadobe e pau-a-pique, nos sensibilizando, conhecendo e interagindo com indígenas Tupi-Guaranis, suas tradições, modo de vida e sua harmonia com a Natureza.
Você sabe de onde vem a sua comida ? Você sabe como ela produzida e quais os impactos dessa produção no meio ambiente?
O curta “A Engrenagem”, produzido pelo Instituto Nina Rosa ( Site ), organização independente que promove os direitos dos animas, consumo sem crueldade e vegetarianismo, tem o objetivo de alertar sobre os impactos causados pelo consumo de produtos de origem animal..
A discussão sobre o veganismo e seus benefícios ao meio ambiente e ao futuro é extensa e muito mais complexa do que simplesmente parar de comer carne. Envolve a diminuição da poluição atmosférica, a preservação de recursos vegetais e hídricos, e muitas outras questões.